terça-feira, 14 de dezembro de 2010

quadragésima oitava.

Afio garras e dentes, sempre, mesmo que roa as unhas.
Me sinto, em alguns momentos, mais nociva, e adoro a sensação. Acho que aperto um pouco mais os olhos, mas não tenho certeza. Penso que posso mais coisas, estico o braço e abro a boca, pra tomar pra mim.
Vejo minhas formas, acessórios, construções, e paro de achar feio. Me divirto com alguma dor e a surpresa de quem me vê, leviana, cravando-lhe os dentes na carne.
Você diz que nascemos preparados pra guerra?
Eu pago pra ver sua coerência.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

quadragésima sétima. Em 22/09/10

"Fazia tempo que eu não beijava alguém e sentia tanto um beijo. Fora aquele flash de ano passado que me aconteceu há pouco menos de mês. Mas aquilo foi um flash. E é isso.
Mas isso, isso aqui, tá uma delícia."

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

quadragésima sexta.

Me sinto particularmente atraída por esse tipo de tranqüilidade. Me apaixono pelo que não toma assunto algum por questão de vida ou morte. Me sinto, então, infinitamente diminuída, num desconforto pedinte, por esse seu tipo de calma.
Eu não sou, e nada é, assunto sério assim.
Minuto após minuto, me deixo ser desautorizada, mesmo que discorde, em todos os meus desesperos, euforias e chatices
Sem conseguir te puxar pra mais perto.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

quadragésima quinta.

Eu fui uma criança que não pedia coisas.
Sempre gostei de roupas, jogos e mimos, mas não pedia. Nem do que via na TV nem do que via na loja. Nunca fiquei louca por coisas, apesar de sempre ter adorado mais e mais delas todas. Mas aí...
descobri pessoas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

quadragésima quarta.

E, se quiser mesmo saber, espera até que uma pergunta sua me faça erguer um pouco o corpo e não saber responder de imediato. Essa resposta deve importar mais, se o mais genuíno é o que te importa.
Fora isso, dá pra aproveitar o que eu já digo com algum preparo, mas não pronto como está, não a princípio, nem tão simples nem tão complicado quanto parece, não importa qual dos dois você escolheu.
Verdade eu tenho, isso não basta.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

quadragésima terceira.

Ou talvez eu valorize demais esses pequenos momentos, como quando vi a luz do poste brilhando bêbada enquanto te deslizava o rosto. Não era um poste qualquer, nem era a luz. Não eram comuns e só porque, vamos nos admitir movidos, não era comum teu rosto. Era qualquer coisa mais luz que a outra. De um jeito tão simples que até eu, que não gosto de brilho, parei pra ter medo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

quadragésima primeira.

Você é minha esfinge e abriu mão de me inquirir.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

quadragésima.

Ou não.
Pega o controle, muda o canal.
Só não esquece de fazer, ei você, uns exames de sangue.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

trigésima nona.

Começou. Voltei a morar no inferno.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

trigésima oitava.

"Cê quer ocupar um tempinho das minhas férias?", foi o que eu perguntei beirando as quatro da manhã. Ele disse que tem uns tempinhos vagos sim.
Mais novidade pra mim.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

trigésima sétima.

Você cita uma letra de música e deixa lá e tem certeza que não vai ter um pra perceber o quanto aquilo é verdade, é urgente, é parte do seu discreto manual de instruções.
Quanto mais você descreve, aponta e grita, menos vai ser possível perceber a verdade sobre você.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

trigésima sexta.

Quem não tem cão... tá num mato sem cachorro. Ou caça com gato, rato, até periquito. Ou não caça?
E eu vou viver de agricultura?

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

trigésima quinta.

Tem sempre Rebecca pra todo mundo.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

trigésima quarta.

Todas as coisas do mundo são combináveis, menos as duas que você quer.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

trigésima terceira.

Não dá pra matar o que já morreu.
Contemplar é uma arte. Construir é conseqüência.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

trigésima segunda.

Já viu como "as pessoas" tentam te contaminar com idéias vulgares de paz, alegria e beleza? Já viu como "as pessoas" são diferentes das pessoas?

sábado, 31 de julho de 2010

terça-feira, 13 de julho de 2010

trigésima.

Yessir, ainda acontece de achar escritos marcantes num caderno velho:


"Eu quero saber qual vai ser sua máscara num dia apropriado."

"Vícios e círculos viciosos, estragos, riscos, ciclos odiosos."

"Eu prefiro o seu amigo, de novo. O que eu faço contigo?"

"Você mente só de olhar pra mim.
Você mente quando me olha.
E mente pra não me olhar.
Não, essa sou eu.
Se tá na chuva é pra se molhar.
Se tá no inferno é pra me olhar.
(...)"

"É simples e claro. Se uma coisa me incomoda, eu mato. Sufoco, atiro e explodo, pra garantir."

"Arco e teto, lote e cobertor na grama."

"Se esticou na cama, por cima de uma camada de sono, por baixo de uma camada de Sol."

"What about the wishful thinking?
That wishful thinking!
What about all thinking?
What... what about your wishes?"

terça-feira, 6 de julho de 2010

vigésima nona.

"No need to know what you're doing or waiting for
But if anyone should ask
Tell them I've been licking coconut skins
And we've been hanging out"

segunda-feira, 14 de junho de 2010

vigésima oitava.

Eu não sei se você já notou, amor, mas eu jogo meu corpo no mundo, eu só não me jogo. Eu jogo meu corpo em você, como não?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

vigésima sétima.

Já tá mais do que na hora
de alguém mais me assassinar a sangue frio.

domingo, 6 de junho de 2010

vigésima sexta.

"close your eyes and see the skies are falling"

sábado, 22 de maio de 2010

vigésima quinta.

O formigamento das minhas mãos me faz pensar na fragilidade do meu corpo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

vigésima quarta.

Isso, é só isso que eu sei fazer.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

vigésima terceira.

Você quer, você quer, saber tudo que há pra se saber a meu respeito?
Esquece o preço disso, fala assim: sim!
Tanta gente por aqui perdendo tanto tempo...
Você dizendo (que nem eu) "queria saber no que ia dar...", "foda-se, vamo lá.", "a ida compensa a volta". Só que eu não minto.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

vigésima segunda.

Com os filhos de Leda, quem não faz ménage?

sexta-feira, 23 de abril de 2010

vigésima primeira.

Eu descobri ontem que a minha opinião a respeito de mim mesma, lato sensu, é mesmo muito nebulosa.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

vigésima.

Ei, você.
Tá querendo o quê, dar uma brincadinha de eu-sou-tudo-que-você-queria-e-vice-versa?

terça-feira, 30 de março de 2010

décima nona.

Eu adoro fumaça, adoro mesmo.
Quando, a despeito dela, eu ainda consigo respirar.
Eu adoro o escuro, gosto muito.
Ter que me inclinar, ir tateando e me deitar pra não dormir.

sexta-feira, 26 de março de 2010

décima oitava.

Quando eu digo que sou completamente apaixonada por você, é porque eu sou. E eu digo que te vejo como amigo. E é porque eu te vejo como isso, mesmo, alguém próximo e distante. Mais amigo que um conhecido chegado, porque você me significa muito.
Mas a verdade é que, se eu pudesse ser completamente apaixonada por você, eu seria.
Eu sou toda apaixonadinha por você.
E da próxima vez que você deitar na minha coxa, eu juro que tatuo as marcas dos seus cachos.
Saudade dos meus horários de aula contigo. Você perto me fazia mais feliz.

terça-feira, 16 de março de 2010

décima sétima.

Um número que nem devia existir...

eu fiquei olhando as unhas que eu já roí e meu ombro e a alça vermelha e minhas chaves e essa sensação paranóica de que eu tô morrendo qualquer dia desses só por não me agüentar mais
não me agüento mais, meu corpo não me agüenta mais, não se agüenta mais e não agüento que todas as pessoas que eu queria que me conhecessem não me conhecem
eu não agüento não ter casa, naquele clássico tipo "lar", mesmo, e uma cabeça que pára e descansa e noites de sono reparadoras
eu nunca agüentei as coisas com que eu convivo e entendo e tenho que entender e levanto a bandeira do "parem de reclamar e entendam". Eu não tenho que entender e eu não quero e eu não tenho que querer absolutamente nada, e eu posso querer tudo que eu quiser. Tudo. e isso não faz a mínima diferença
eu não nasci com a peça que deixa as pessoas quererem as coisas
eu nasci com o inverso da peça que as pessoas usam pra sonhar
mas, vai, eu nasci com peças legais
e muito, muito irritantes
meu tipo preferido de legal e mais odiado de legalidade
e todos esses meus tipos preferidos, eu queria saber pintar pra poder brincar com eles e despejar um grande bloco de uma lista ou emaranhado numa tela com as cores que eu só vejo na minha cabeça porque não aceito que cores surreais demais existam, de fato
pintura não tem que ter corte, recorte, ordem, lei e racionalização obrigatórios, certo? A ordem existe por si só, em qualquer lugar do caos e ninguém tira a propriedade de si.
E deve ser por isso que eu não dou pra artista.

décima sexta. Sobre si mesma:

megera mal-amada.

quinta-feira, 4 de março de 2010

décima quinta.

Canibalismo, antropofagia, vampirização mútua e ocasional, só pra aprofundar o nível de divertimento. Gente gostosa é uma delícia.

segunda-feira, 1 de março de 2010

décima quarta.

Eu peço mesmo, silenciosa e despudoradamente, pra que você ignore e conviva bem com esse tipo de coisa quase impossível de se encarar tranqüilamente. Eu vou sempre querer que, em relação a algumas coisas, todos vocês tenham uma segurança de super-herói.

décima terceira.

Hoje, depois de fazer tudo que eu tenho que fazer, eu vou pro Balaio. Ah, vou. Café e livro. Café e livro, sim.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

décima segunda.

Mudei de idéia, quero te ver, sim.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

nona.

Uma boa conversa ia especialmente bem hoje.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

oitava.

Absolutamente incompreensível. Dá pra entender, lógico, mas... fingir que você não sabe todas essas coisas, ignorar todas essas outras, me tratar assim e insistir nesse apontar de dedo, me acusando das mesmas coisas das quais me acusam as pessoas que não me conhecem. Que não me conhecem assim como você podia conhecer, ainda. Me apontando quase com pressa pra ser vulgar e ignorar justamente as coisas que você não devia. Eu tô tão cansada pra segurar as pontas desses momentos em que tal tipo de levianidade não tem volta... ai, deus, não tem mais onde eu me esticar. Eu passo, agora, por cima de uma parte do meu orgulho ou o que quer que isso seja, de um jeito que eu não imaginei que faria. Tranqüila, porque eu quero muito te ver olhando pra mim como se tudo não fosse impossível. Quase como se alguma coisa comigo pudesse ser leve e confiável.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

sétima.

Friday.
Bad bad donut, no love for you.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

quinta.

Você é tão, tão lindo... tão lindo! Que eu preciso comer seu coração.
aiai.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

quarta.

Fraqueza nos joelhos e peso nos ombros. Preguiça de conversa mole, moleza generalizada.