septuagésima.
Meu maior desejo é habitar um lugar em que suas certezas não governem tudo entre nós. Onde eu não te ame mais. Onde eu não tenha tanta pena de qualquer uma que te amar tão profundamente que lhe dê sua cabeça. Onde eu não deseje mais que alguém faça por você o que você fez por mim, rasgar abertas as falhas reais e imaginárias, todas subordinadas a seu julgo. Porque por maior a fisgada da desimportância, me pego desejando que, por mais improvável que seja, você se dê a ela assim, com a mais torta das devoções, desesperado pra entregar algo melhor e assim quebre, se estilhace tão completamente, que perca pra sempre uma parte de si. Não acho que você sobreviveria. Sobrevaloriza sua dor como sobrevaloriza seus esforços, ambos por trás do discurso oposto, mata tudo o que tenta renascer no chão, se esconde de si mesmo tão comprometidamente que enxerga todas as gretas de quem a você se dá e as preenche como quer, à sombra da expectativa moral inalcançável que confirme a falha inerente a ...