sexagésima oitava.
Eu defendo seu caso. Me acuso dos erros que cometi e dos que acatei ter cometido. Discorro sobre seus pontos mais válidos. Todos me alertam. Falam que surtariam por menos. Tentam me defender contra mim. Respondo que deveria ter agido muito melhor e me regulado. Me dizem que parece esperar que seus limites e limitações sejam respeitados sem a benevolência de respeitar os meus, ao contrário, definindo vários deles como falhas e maldades. Apontam autocomiseração, controle, restrição, jogo de culpa, uma ou outra palavra mais forte foi usada. Dizem que a expectativa daquele cuidado que não se implica era expectativa de sacrifício, de anulação, de te manter em primeiro lugar. Apontam sua passividade em assumir, definir e esclarecer, que se justifica inteiramente em mim e aguarda pra condenar depois. Sem excessão, me dizem que não vêem maneira de eu ter agido "certo" pra você, sem que eu tenha dito me sentir assim, isso é um alívio triste. Alguns mais enfáticos, algumas mais empáticas, todos me perguntam o que eu ainda estou fazendo.
Eu não suporto me perguntar o que ainda estou fazendo.
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