sexagésima quinta.
Eu preciso te agradecer pela distância. Sem você por perto eu posso desvelar a mágoa que eu sinto de você. Você me perguntou algumas vezes se tinha causado meus ataques de pânico e eu sempre dizia "acho que não". A temática era muito específica, eu já era quebrada. Mas por mais que eu relacionasse o pavor à percepção da vontade de querer viver mais com você e a temática a algo que ficou congelado lá no fundo, não era só isso. A terapeuta que você tão gentilmente me garantiu investigou direto e reto: qual é a situação que tem te cobrado incessantemente nos últimos tempos, sem vislumbre de resolução, que te deixa em estado de alerta e que você não tinha vivido antes? Que te faz achar que nunca vai conseguir alcançar e que tudo está ameaçado? Porque isso te arremessaria de um estado crônico de ansiedade para o pânico. E foi aí, além de observar um pico enorme de ansiedade neste dia, mas que nem assim virou crise, como nenhum virou desde que você se foi, que eu p...